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Paço a Passo: “Mnemis”

05/03/2016

Sobre a exposição de Margarida Holler no Museu de Arte de Santa Catarina

[Read the english version bellow]

margarida-holler

 

Entre as paredes e arquivos do museu, Margarida Holler propõe uma incisão cirúrgica. Em seu recorte, a artista dá a ver uma escultura formada por uma conjunção de células em mutação. Trata-se de dois lados de um cérebro metafórico: uma narrativa visual para olhar microscopicamente.

Esse cérebro, ou a mnemis, é compreendido pela artista como as sinapses de um espaço-corpo memória. É desdobrado em membranas de páginas de livros de medicina, tipos gráficos, rolos de feltro, gravuras de topo, lâminas de madeira crua e vermelha. São camadas acumuladas, repetidas, articuladas para revelar em fragmentos a arqueologia de um museu-corpo. De um lado uma aglutinação mais clara e monocromática; do outro um “desvio para o vermelho”.

Por meio de uma perspectiva sistêmica, a artista propõe diversas reflexões sobre esse museu-corpo: o tempo e o movimento do arquivo; o público em interação com o museu e sua coleção; ou ainda, sobre cada um de nós em nossos fluxos de estórias e histórias. Entre diferentes texturas, espessuras, pesos e materiais, a mnemis tecida por Margarida potencializa laços, mas também recortes e rupturas, à espera de serem vividos e revividos.

 

[english version]: Paço a Passo: “Mnemis”

Between the museum’s walls and archives, Margarida Holler puts forth a surgical incision. In her cut out, the artist reveals a sculpture formed by an assemblage of cells undergoing mutation. This is about two sides of a metaphorical brain: a visual narrative to be looked at microscopically.

This brain, or “mnemis,” is understood by the artist as the synapses of a space-body memory. It unfolds in membranes made of pages of medical books, wooden types, rolls of felt, woodcuts, and wooden sheets from raw and red wood. Layers are accumulated, repeated, articulated to reveal, in fragments, the archeology of a “museum-body.” On one side, a clearer, monochromatic agglutination; on the other, a “red shift.”

Through a systemic perspective, the artist puts forth various reflections about this museum-body: time and the archival movement; the visitors interacting with the museum and its collection; or, still, about each of us in our flows of stories and histories. Amidst different textures, thicknesses, weights, and materials, the “mnemis” Margarida weaves strengthens not only bonds, but also cuts and disruptions, waiting to be experienced time and again.

 

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