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Performatividade | Memória [Performativity | Memory]

09/11/2014

[read the english version below]

Exposição do 1a. Residência do Grupo de Estudos Curatoriais no Paço das Artes 

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A exposição aborda a história do Paço das Artes pelos estados performativos, o que exige repensar práticas nele vivenciadas em diálogo com a performance.

O termo performatividade implica a realização de um ato. Significa a ação de fazer ou instaurar algo. A distinção entre performance – como manifestação situada na história da arte – e performatividade – que amplia a noção de performance para diferentes contextos, meios e linguagens – é muitas vezes difusa. Esse se torna, então, um importante ponto de inflexão hoje nos modos de produção, recepção e circulação da arte. Ao pesquisar os arquivos do Paço, a curadoria elege formas descentralizadas de pensar a performance, ressaltando seus aspectos não específicos. Observa-a, com isso, como uma extremidade performativa que interliga diferentes práticas. Já a memória é experimentada em suas tonalidades subjetivas, descontínuas e não lineares. Nosso objetivo não é abarcar, portanto, os mais de quarenta anos do Paço das Artes, mas jogar simultaneamente com noções de performatividade e memória sob a forma de eixos curatoriais porosos que se complementam e se interconectam.

No eixo Ações Performativas, as atenções direcionam-se para trabalhos artísticos/curatoriais apresentados anteriormente no Paço. Nesse eixo curatorial estão trabalhos de Cláudio Bueno, Daniela Mattos, Denise Agassi e Paula Garcia. A ideia é reativá-los de modo propositivo. Ressaltam desdobramentos, ou novas versões, que não só tornam vivos os trabalhos, mas ampliam a experiência para além da mera documentação, reapresentação ou reencenação.

O eixo Ações Curatoriais é constituído como um dispositivo de pesquisa em processo. Busca, dessa forma, rastros do trabalho Persona, do artista Roberto Campadello, que figura como a primeira performance (1976) no arquivo da instituição. Convoca João Índio, que atua no Paço desde 1988, à ação de materializar o arquivo vivo por meio de seus depoimentos. Compreende, também, a performatividade dos processos discursivos da curadoria, por meio de textos curatoriais e críticos encontrados em catálogos, cartazes e no site da instituição.

Grupo de Estudos Curatoriais Extremidades
Ananda Carvalho,
Christine Mello
e Josy Panão

Saiba mais sobre o processo da residência no blog do projeto.

 

webflyer_performatividadememoria

Exhibition of 1st. residence of Curatorial Studies Group at Paço das Artes

Performativity | Memory

The exhibition approaches the history of Paço das Artes through the performative statuses, which require us to reconsider the practices experienced in this art space in a dialog with performance.

The term performativity implies the accomplishment of an act. It means the action of doing or instating something. The distinction between performance—as a manifestation identified in the history of art—and performativity—which extends the concept of performance into different contexts, mediums, and languages—is often diffuse. This becomes an important tipping point today regarding the methods of production, reception, and circulation of art. By researching the Paço das Artes’s archives, the curatorship elects decentralized forms to think about performance, pointing out its non-specific aspects. In this way, the curators observe it as a performative extremity that interconnects different practices. Memory, in turn, is experienced through its subjective hues, discontinuous and non-linear. Our intention is not to encompass the more than forty years of existence of Paço das Artes, but to play with notions of performativity and memory with porous curatorial axes, that are interconnected and complement one another.

In the Performative Actions axis, the attention is focused on artistic/curatorial works previously shown at Paço das Artes. For this curatorial axis, we chose works by Cláudio Bueno, Daniela Mattos, Denise Agassi, and Paula Garcia. The idea is to reactivate them propositionally. Developments, or new versions take place, not only making the works come to life, but also enlarging the experience beyond mere documentation, re-exhibition or re-enactment.

The Curatorial Actions axis is presented as a research device in progress. It attempts to locate, in this way, traces of the work Persona by artist Roberto Campadello, which is the first performance in the institution’s archives, dating back to 1976. It invites João Índio, who has worked at Paço das Artes since 1988, to the action of incorporating the living archive through his testimonials. It also addresses the performativity of the curator’s discursive processes with curatorial and critical texts found in catalogs, posters, and on the institution’s website.

Ananda Carvalho, Christine Mello e Josy Panão

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