Pular para o conteúdo

Sobre Artistas Como Intelectuais Públicos: respostas a Simon Sheikh [About artists as public intellectuals: answers to Simon Sheikh]

29/08/2012

[Read the english version below]

Na edição de 2012 do programa Ciclo de Portfólios, além dos artistas, a Casa Tomada também convidou pesquisadoras para participarem do programa: eu e Ana Maria Maia. Foi pedido que propuséssemos alguma finalização do programa no Paço das Artes (espaço parceiro neste projeto) que reunisse todos os participantes da edição: Adriano Costa, Daniel De Paula, Flávia Junqueira, Coletivo Garapa, Marcos Brias, Paula Garcia, Roberto Winter e Vitor Cesar.

Assim surgiu a publicação Sobre Artistas Como Intelectuais Públicos: respostas a Simon Sheikh, produzida pelos participantes do Ciclo de Portfólios_2012. O livro, fruto de uma parceria com a Prólogo Selo Editorial, publica o texto “Representation, contestation and power: the artist as public intelectual”, do crítico dinamarquês Simon Sheikh, em sua versão original e uma versão traduzida para o português pelos próprios participantes do Ciclo. A publicação apresenta também uma coleção de pensamentos dos dez participantes do programa sobre o discurso do artista e/ou do crítico de arte em relação às suas poéticas e políticas.

A publicação completa está disponível no site da Casa Tomada.

O texto de apresentação escrito por mim e Ana Maria Maia está abaixo.

Quando a Casa Tomada nos convidou para pensarmos alguma atividade de finalização do Ciclo de Portfólios 2012, iniciamos uma reflexão sobre a importância dialógica dessa ação. Frente à diversidade de iniciativas, que, como esta, baseiam-se nas apresentações de processos criativos e portfólios de trabalhos, pareceu-nos pertinente colocar em debate a condição discursiva do artista.  

Esta publicação resulta no registro de um debate acerca do tema. Os dez participantes da edição do evento foram levados a pensar o discurso do artista (e, extensivamente, do crítico de arte) em relação às suas ações poéticas e políticas. Não interessava-nos realizar um catálogo de portfólios que resguardasse o território de conforto de cada um, mas propor uma pauta comum a todos e provocar assim reações e tomadas de posição.

Compartilhamos o texto “Representation, Contestation and Power: the artist as public intellectual” (“Representação, contestação e poder: o artista como intelectual público”), escrito pelo crítico dinamarquês Simon Sheikh em 2004. O ensaio foi o nosso ponto de partida para um laboratório de tradução orientado pelo objetivo de tornar o conteúdo acessível em português e promover uma maior aproximação de todo o grupo com as ideias de Sheikh.

A leitura do texto permitiu que cada um de nós se preparasse para um debate presencial no Paço das Artes, em 29 de março de 2012, e, à luz de nossas perspectivas individuais, respondesse às seguintes perguntas: como o seu processo artístico/crítico constrói-se como ato discursivo? Quem é você como artista intelectual público?

Estas respostas compõem a publicação que se segue, juntamente com as versões do texto de Sheikh em português e em inglês. Ao reunir este material, esperamos poder lançar indicativos e suspeitas da condição do artista e do crítico como “intelectuais públicos”.

Ana Maria Maia e Ananda Carvalho

About artists as public intellectuals: answers to Simon Sheikh

When Casa Tomada invited us to come up with an activity to conclude the Ciclo de Portfólios 2012, we set out to reflect on the dialogic significance of this action. Faced with the diversity of initiatives which, like this one, are based on the presentation of creative processes and work portfolios, we thought it would be pertinent to promote a debate about the discursive condition of the artist.

This publication is the record of a discussion on this issue. The ten participants of this edition were encouraged to think about the discourse of the artist (and, consequently, of the art critic) regarding their poetic and political actions. We were not interested in producing a catalog of portfolios that would keep each participant sheltered within their comfort zones, but to propose a common agenda in order to provoke reactions and encourage the participants to take up a stance.

We introduced the text “Representation, Contestation and Power: The Artist as Public Intellectual”, written by Danish critic Simon Sheikh in 2004. The essay was our starting point for a translation laboratory led by the objective of making its content accessible in Portuguese and to promote a greater familiarity of the whole group with Sheikh’s ideas.

The reading allowed each of us to prepare for a face-to-face debate at Paço das Artes on March 29, 2012, and, in light of our individual standpoints, to answer the following questions: how is your artistic/creative process built as a discursive act? Who are you as public intellectual artist?

These answers make up the publication that follows, along with the versions of Sheikh’s text in Portuguese and in English. By putting this material together, we hope to give away hints and suspicions about the condition of the artist and of the art critic as “public intellectuals.”

Ana Maria Maia and Ananda Carvalho

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: