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Documentário-ensaio: a produção de um discurso audiovisual em documentários brasileiros contemporâneos

26/10/2009

Dissertação de mestrado em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, sob a orientação do Prof. Dr. Arlindo Machado.

Resumo:
A presente pesquisa elenca alguns elementos para mapear as especificidades do documentário-ensaio. A produção brasileira de documentários cresceu progressivamente nas duas últimas décadas, entretanto uma parte dela não se limita mais a uma reprodução da realidade, característica tradicionalmente associada a esse tipo de produção. Para estudar essas novas obras, esta Dissertação de Mestrado amplia o conceito de documentário para “documentário-ensaio”, entendendo-o como uma reflexão subjetiva sobre o mundo. Essa perspectiva é um desdobramento do conceito de filme ensaio, de Arlindo Machado, que abrange as produções que ultrapassam os limites do documentário e não se prendem à dicotomia entre ficção e não-ficção ou à preocupação com uma verdade como espelho do real. Sobre o ensaio, adotamos o conceito de Theodor Adorno, que se refere à construção de um discurso experimental e não totalitário. Para pensar o documentário como um discurso audiovisual, retomamos Jean-Claude Bernadet, que constatou essa característica nas produções documentais brasileiras contemporâneas. Escolhemos estudar a construção dessa escrita através da montagem ou edição conceitual. Para entender a montagem, voltamo-nos para os conceitos propostos por Serguei Eisenstein e Dziga Vertov, e seguimos pela linguagem videográfica de acordo com Philippe Dubois e Arlindo Machado, até chegarmos aos conceitos de metamídia e da montagem como composição espacial, propostos por Lev Manovich. Por fim, para consolidar o conceito de documentário-ensaio, escolhemos obras que permitissem estabelecer um diálogo entre as perspectivas teóricas abordadas. Nesse sentido, apresentamos uma análise dividida em três subtemas: a montagem do discurso visual, a montagem do discurso sonoro e a montagem simbólica. Cada um desses subtemas é abordado a partir de um documentário-chave, com o intuito de realizar uma reflexão mais aprofundada: Andarilho (Cao Guimarães), Sonoroscópio SP: polifonia da imigração (Kiko Goifman e Rachel Monteiro) e Nós que aqui estamos por vós esperamos (Marcelo Masagão). A escolha procurou destacar produções que não fossem restritas ao verbal como estratégia de composição do discurso, mas que adotassem tanto imagens quanto trilhas sonoras para construir uma escrita documental simbólica.

Para ler a dissertação completa, baixe aqui o arquivo em pdf.

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